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A Companhia de Teatro de Almada, apoiada pelo grupo ESPHERA, apresenta a 26ª edição do Festival de Teatro de Almada. Como é habitual é um programa de excelência com nove estreias, dez países e uma série de espectáculos de teatro, mas não só, espalhados por várias salas de Almada e Lisboa.
«As Criadas» de Genet, pela Volksbühne de Berlim, numa encenação de Luc Bondy com a grande actriz Edith Clever, e uma adaptação dos «Cantos de Maldoror» de Lautréamont, com direcção de Matthias Langhoff e interpretação de André Wilms, são dois dos mais importantes espectáculos da programação deste ano do Festival de Almada, cuja 26ª edição se realiza entre 4 e 18 de Julho em várias salas de Almada e Lisboa.
Além da Volksbühne (uma das principais companhias históricas da Alemanha, que foi dirigida por Max Reynhardt e Erwin Piscator) que se apresenta pela primeira vez em Portugal, há outras grandes novidades este ano: as estreias do Teatro de Sátira de São Petersburgo (com uma peça de Ludmila Ulítskaia inspirada em Tchecov), do Teatro Nacional Francófono da Bélgica (texto de Jean-Marie Piemme), do encenador e actor francês Jacques Martial, com um texto de Aimé Césaire, da companhia de dança Virgilio Sieni, de Florença, do colectivo Miragens Teatro, de Angola. Há também companhias repetentes entre as produções estrangeiras, como, por exemplo, o Teatro Corsario, de Valladolid, e o famoso tg STAN, de Antuérpia. Mario Mattia Giorgetti leva à cena uma peça de Stefano Massini, jovem dramaturgo italiano galardoado em 2005 com o mais importante prémio de dramaturgia de Itália: o Pier Vittorio Tondelli. A obra de Massini está traduzida em português, francês, alemão e checo. O director francês Robert Cantarella e a actriz Thérèse Crémieux protagonizam uma das estreias deste ano do Festival: «Zerlina» de Hermann Broch terá em Almada a sua apresentação mundial. Além desta estreia mundial, o Festival apresenta, este ano, mais oito espectáculos portugueses em estreia absoluta, num total de nove produções: duas da Companhia de Teatro de Almada, dois textos de Valère Novarina por Jorge Silva Melo, dos Artistas Unidos, uma co-produção da Culturgest com o Festival de Almada, «Contracções», de Mike Bartlett, com direcção de Solveig Nordlund, uma nova produção do Teatro Praga, em colaboração com o São Luiz Teatro Municipal («Demo – um musical Praga»), «Film Noir», de André Murraças, produção do Teatro Nacional D. Maria II e um espectáculo de dança da Oblivion, com direcção de Jean Paul Bucchieri. É o maior número de estreias até hoje no Festival. Assinala-se ainda a participação de três outras companhias: Cornucópia, com «Menina Else», de Arthur Schnitzler; «Vieira da Silva par elle même», com Maria José Paschoal; e Circolando com o Espectáculo de Honra (repetido da edição anterior) «Quarto Interior» e um novo espectáculo, «Charanga».
No Festival participam este ano 10 países. Além de Portugal: Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Itália, Rússia, Argentina, Chile e Angola.
mais informações em ctalmada.pt
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